Sjam bem Vindos!

"O céu é o limite para quem encara a janela da vida!"
Djavan 2010

quarta-feira, 16 de junho de 2010

"Reflexão!"

A HISTÓRIA DO LÁPIS

O menino olhava a avó escrevendo uma carta e perguntou:

- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E, por acaso, é uma história sobre mim?

A avó parou a carta, sorriu, e comentou:

- Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele!

O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.

- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!

- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.
"Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à sua vontade".

"Segunda qualidade: de vez em quando preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor."

"Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça".

"Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você."

"Finalmente, ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação".

Autoria de Paulo Coelho

"Frase da Semana"

"Em geral o homem crê só por ouvir discursos. Deveria, porém, raciocinar um pouco"

Goethe

quarta-feira, 9 de junho de 2010

"Reflexão"

Os ossos do ancestral

Havia um rei da Espanha que se orgulhava muito de seus ancestrais, e que era conhecido por sua crueldade com os mais fracos.

Certa vez, caminhava com sua comitiva por um campo de Aragón, onde anos antes havia perdido seu pai em uma batalha, quando encontrou um homem santo remexendo uma enorme pilha de ossos.

- O que você está fazendo aí? – perguntou o rei.

- Honrada seja Vossa Majestade – disse o homem santo. – Quando soube que o rei de Espanha vinha por aqui, resolvi recolher os ossos de vosso falecido pai para entregar-vos. Entretanto, por mais que procure, não consigo achá-los: eles são iguais aos ossos dos camponeses, dos pobres, dos mendigos e dos escravos.

Postado por Paulo Coelho em 07 de junho de 2010 às 00:03
in: http://colunas.g1.com.br/paulocoelho/